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FELINA Andressa Cantergiani

MARGS. 2025

Com curadoria de Bernardo José de Souza, Felina parte de uma investigação continuada de Andressa Cantergiani nos bastidores do Museu de Arte do Rio Grande do Sul, desenvolvida ao longo dos últimos cinco anos. Iniciado em 2020, a pesquisa atravessa episódios determinantes da história recente da instituição — as reformas estruturais entre 2020 e 2021, o fechamento do museu em razão da pandemia e posteriormente, os impactos da enchente de 2024, que atingiu severamente o prédio e parte do acervo. Dessa forma,  projeto assume caráter site-specific e se constrói a partir da experiência dos espaços internos em momentos de suspensão e ausência de público.

Essas camadas temporais e materiais tornaram-se elementos centrais na concepção expográfica da mostra. A exposição, que aconteceu nas Salas Negras do museu,  articula videoinstalações inéditas a uma seleção de obras do acervo, apresentadas em traineis provenientes da antiga reserva técnica do térreo, desativada após a inundação parcial do edifício. A expografia assume esses dispositivos não apenas como suportes, mas como parte ativa da narrativa espacial, evidenciando sua condição de estruturas de guarda deslocadas para o campo expositivo. O projeto expográfico foi concebido para explicitar as tensões entre preservação e exposição, visível e invisível, bastidor e sala pública. A organização do percurso, o tratamento da luz, a implantação dos traineis e a integração das videoinstalações constroem uma ambiência que revela o próprio museu como matéria da exposição — transformando memória institucional e contingência arquitetônica em linguagem espacial.

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